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Delivery e as Taxas das Plataformas: Um Desafio para Pequenos Empreendedores

Taxas altas do iFood desafiam pequenos deliveries. Veja estratégias para reduzir custos, atrair clientes diretos e aumentar a lucratividade.

O delivery se tornou uma das formas mais rápidas de fazer um negócio de alimentação ganhar visibilidade e conquistar clientes. Porém, para quem está começando, há um obstáculo que pode transformar essa oportunidade em um pesadelo: as taxas cobradas pelas grandes plataformas.

O caso mais conhecido é o do iFood, líder do mercado no Brasil. Apesar de oferecer alcance e tecnologia, a empresa cobra taxas que, para pequenos empreendedores, chegam a comprometer boa parte do lucro. Para piorar, essas taxas têm aumentado com o tempo, e muitos negócios não conseguem repassá-las para o consumidor final sem perder competitividade.

O Peso das Taxas no Delivery

No iFood, por exemplo, dependendo do plano e da modalidade contratada, as taxas podem variar entre 12% e 27% sobre o valor do pedido, além de cobranças adicionais de serviços e logística. Quando a entrega é feita por entregadores parceiros do próprio iFood, ainda há uma taxa extra de frete, o que reduz ainda mais a margem de lucro.

Para quem está iniciando, isso significa uma conta difícil de fechar. Não é raro ver empreendedores trabalhando muito, vendendo bem, mas sem enxergar retorno financeiro porque grande parte do faturamento é absorvida pela plataforma.

A Dificuldade em Certos Locais

Outro problema enfrentado, especialmente em cidades menores ou bairros afastados, é a falta de entregadores parceiros. Muitos clientes acabam desistindo do pedido porque não há motoboys disponíveis, ou o tempo de entrega é tão alto que inviabiliza a experiência.

Essa limitação prejudica não apenas o faturamento, mas também a reputação do negócio, já que o consumidor associa a demora ou indisponibilidade diretamente ao restaurante — e não à plataforma.


Estratégias para Diminuir o Impacto das Taxas

Apesar do cenário desafiador, é possível adotar estratégias para reduzir a dependência das plataformas e melhorar a rentabilidade:

1. Criar um canal próprio de vendas

Invista em um cardápio digital próprio, seja via WhatsApp, site ou aplicativo próprio. Isso permite atender clientes diretos, sem pagar taxas intermediárias. Muitos empreendedores usam o iFood apenas como vitrine inicial e direcionam clientes fiéis para o seu canal direto.

2. Incentivar pedidos fora das plataformas

Ofereça promoções exclusivas para quem compra diretamente pelo seu número de WhatsApp ou site. Por exemplo: frete grátis, sobremesa de brinde ou desconto progressivo.

3. Construir presença digital

Mantenha redes sociais ativas, mostre seu produto, bastidores e depoimentos de clientes. Um Instagram bem administrado pode gerar vendas diretas sem precisar do intermediário.

4. Parcerias locais

Feche parcerias com entregadores independentes do seu bairro ou cidade. Isso reduz a dependência dos entregadores das plataformas e, em muitos casos, o custo de frete.

5. Gestão financeira ajustada

Monitore seu ticket médio e margem de lucro real. Se necessário, reajuste preços ou crie combos que aumentem o valor gasto por pedido, diluindo o impacto da taxa.


Conclusão

As plataformas como o iFood podem ser úteis para dar visibilidade e trazer clientes novos, mas não devem ser a única fonte de vendas. As taxas são altas e, para quem está começando, podem comprometer a sobrevivência do negócio.

O ideal é usar o delivery como parte de uma estratégia maior, construindo uma base sólida de clientes próprios e explorando alternativas de logística. Assim, você garante mais controle sobre o seu faturamento e evita que seu negócio fique refém das políticas e custos impostos por grandes empresas.

Se você é empreendedor de delivery, lembre-se: o sucesso não está apenas em vender mais, mas em vender com lucro e sustentabilidade.

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